Do latim valere (verbo da 2.ª conjugação, tema em e) e do nome valia, da língua portuguesa, empregado em certos contextos, nos sécs. xii e xiii. O sentido da palavra segue a explicar dois termos que habitam na língua grega erudita e clássica. Eles são Logos e Nous. A avaliação é feita pelo logos ou espírito onde se adstrita a consciência e a intuição e, com elas, temos a avaliação que não é fenoménica levada à criação de forma segura, na limpidez do espírito. “[…] o nosso poder cognitivo de verdade não se coarta às vias demonstrativas do rigor científico, nem ao processo racional duma prova matemática, seriam insustentáveis. Acima de tudo, o que interessa para atingir a verdade é que ela seja intuitiva, vista insofismavelmente, para além de qualquer processo porventura inevitável em determinado ramo científico”. Escreve o filósofo que “a dificuldade está em conseguir essa visão intelectual” (FRAGATA, 1986, 259). Porém, se não temos, inteiramente, o valor de Fé, é-nos possibilitada a certeza. A avaliação, nesta possibilidade, insere-se no nous (grego) e faz derivar dum único o criado: o essente. É a este que cabe a noética e a noésis, e nestas possibilidades verificamos, também, o termo avaliação, no sentido e expectação de certeza.
Bibliog.: FRAGATA, Júlio Moreira, “Morte e perenidade”, Revista Portuguesa Filosófica, t. xlii, Fase 3-4, jul.-dez., 1986, p. 259.
Armindo Nhanombe