Os oblatos eram crianças cujos pais as ofereciam aos mosteiros, em ato de culto, para serem educadas com o intuito de, mais tarde, se tornarem monges ou monjas, caso a vocação se confirmasse. Também se dava o nome “oblato” a pessoas adultas que se entregavam espiritualmente aos mosteiros, partilhando a sua espiritualidade. Algumas destas pessoas agregavam-se aos mosteiros, a título de serviços, tomando o nome de “conversos”. Aplica-se esta designação a certos institutos, de homens ou mulheres, com votos religiosos e a certos agrupamentos de padres seculares, como, e.g., os Oblatos de São Carlos Borromeu, em Milão, no séc. xvi, ou as Oblatas de Santa Francisca Romana, instituídas em Roma no princípio do séc. xv.
Bibliog.: CANALS CASAS, Joan e APARÍCIO RODRÍGUEZ, Angel (eds.), Dicionário Teológico de Vida Consagrada, São Paulo, Paulus, 1994; THOMPSON, Augustine, Irmãos Dominicanos, Braga, Apostolado da Oração, 2021.
António Jorge Ferreira Lopes