Significando o mesmo que precognição, refere-se à possibilidade de prever eventos antes de acontecerem e por meios não-inferenciais nem aleatórios – ou, de certo modo, prever o futuro. Para alguns, é considerada uma impossibilidade, mas a investigação parece confirmá-la. Existem casos anedóticos, como o do romance Futility de Morgan Robertson, que descreveu, em 1898, o naufrágio do navio Titan, com detalhes similares à tragédia do Titanic, ocorrida em 1912. Por outro lado, publicações clássicas e contemporâneas continuam a ocasionar polémica nesta área, destacando-se autores como Daryl Bem, Dean Radin (este com o “presentiment effect”) ou Edwin May. Segundo Chauvin, haveria mesmo casos de animais capazes de reagir de modo defensivo e correto imediatamente antes de acontecimentos ainda por gerar, seguindo procedimentos aleatórios.
Bibliog.: impressa: BEM, D. J., “Feeling the future: experimental evidence for anomalous retroactive influences on cognition and affect”, Journal of Personality and Social Psychology, 100, 3, 2011, pp. 407-25; CHAUVIN, Rémy, La Fonction Psy, Paris, Éditions Robert Laffont, 1991; digital: MARWAHA, Sonali Bhatt and MAY, Edwin C., “Rethinking Extrasensory Perception: Toward a Multiphasic Model of Precognition”, Sage Open, Jan.-Mar., 2015: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2158244015576056 (acedido a 03.01.2022); MOSSBRIDGE, J. A. et al., “Predicting the unpredictable: Critical analysis and practical implications of predictive anticipatory activity”, Frontiers in Human Neuroscience, 2014: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnhum.2014.00146/full (acedido a 03.01.2022); MOSSBRIDGE, J. A. and RADIN, D., “Precognition as a form of prospection: A review of the evidence”, Psychology of Consciousness: Theory, Research, and Practice, 5, 1, 2018, pp. 78-93: https://doi.org/10.1037/cns0000121 (acedido a 03.01.2022).
Vítor Rodrigues